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Companhia vai regularizar abastecimento de água para 1,1 mil famílias de Eldorado do Sul

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Companhia vai regularizar abastecimento de água para 1,1 mil famílias de Eldorado do Sul
Companhia vai regularizar abastecimento de água para 1,1 mil famílias de Eldorado do Sul

A moradora Loraci Leal saudou assim a regularização do abastecimento de água na sua comunidade: “Lutamos muito por isso e, hoje, só temos a agradecer. Este já é um presente de Natal que estamos ganhando”. Ela é uma das pessoas beneficiadas pela extensão das redes para as localidades da Pinheira, Costaneira, Sol Nascente e Delta, em Eldorado do Sul. O ato de início das obras – que devem ser concluídas em oito meses – ocorreu nesta segunda-feira (5), na rua H1, na comunidade da Pinheira. Realizada pela Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), a ação dá prosseguimento ao Programa Água, Vida e Cidadania, que visa regularizar 10,5 mil ligações clandestinas em 14 municípios gaúchos até 2020. Somente em Eldorado Sul, serão beneficiadas cerca de 1,1 mil famílias.

O secretário municipal de Habitação, João Carlos Ferreira, destacou a parceria entre Corsan e Prefeitura. “Estamos muito felizes porque o nosso município é pioneiro nesse projeto da Companhia. O nome do programa é muito especial, pois fala em cidadania. Agora, com as faturas de água, os moradores terão um endereço oficial. Ter cidadania é poder dizer onde se mora, por exemplo”. Eldorado do Sul recebeu o projeto-piloto do Programa Água, Vida e Cidadania em outubro de 2017, quando se iniciaram as obras de regularização do abastecimento para 57 famílias residentes na rua São Borja, no bairro Centro Novo.

Para o presidente da Câmara Municipal, Gelson Antunes, a iniciativa é motivo de orgulho para todos os envolvidos. “A nossa cidade está sendo exemplo num projeto de inclusão e cidadania. Sabemos o quanto a comunidade lutou para chegar a essa conquista e por isso merece ser parabenizada, assim como estão de parabéns os gestores que souberam ouvir as demandas populares”. O prefeito Ernani Gonçalves comemorou o fim de um antigo problema. “Graças à parceria com a Corsan, conseguimos virar uma página ao transformar essa demanda em realidade. Com ações como essa e a implantação do serviço de esgoto, Eldorado do Sul será uma cidade pioneira em qualidade de vida”. O município integra a Parceria Público-Privada (PPP) que a Companhia está desenvolvendo para agilizar a universalização do esgotamento sanitário na Região Metropolitana de Porto Alegre.

Conforme o diretor de Inovação, Relacionamento e Sustentabilidade da Corsan, Jean Carlo Flores Bordin, a obra cumpre um compromisso da empresa com a população. “Por meio desse investimento, podemos garantir um abastecimento regular e de qualidade para os moradores, o que reitera o papel social da Companhia”. O secretário Estadual de Obras, Saneamento e Habitação, Rogério Salazar, afirmou que a medida resgata um passivo histórico. “Para um gestor público, não há nada melhor do que vir à comunidade, ver o que ela precisa e atender suas demandas. Estamos aqui enfrentando a realidade do saneamento que, por muito tempo, foi deixada de lado no país. Somente com parceria entre todos é que se consegue atingir os objetivos comuns”.  

Na oportunidade, a Corsan também anunciou que, ainda neste mês de novembro, vai iniciar as obras de implantação de uma nova adutora de água tratada, que levará água de Guaíba para Eldorado do Sul. Com diâmetro de 400 mm e material mais resistente do que o atualmente utilizado, a nova tubulação vai reforçar e qualificar o abastecimento da cidade. Estiveram presentes ao ato a gerente do Programa Água, Vida e Cidadania, Juliana Soares Borba, autoridades municipais, funcionários da Companhia e moradores das comunidades beneficiadas.

Sobre o programa

O Programa Água, Vida e Cidadania atende áreas consolidadas acima de cinco anos de ocupação e que tenham ligações irregulares de água. Nesses assentamentos, o acesso à água tratada se dá de maneira clandestina, sujeito à contaminação devido à precariedade das mangueiras utilizadas. Esse tipo de ligação inviabiliza o sistema público instalado para atender as áreas regulares do entorno, pois reduz a pressão da rede e causa desabastecimento nos imóveis regularizados, em decorrência da perda excessiva de água tratada. O desperdício ocorre por não haver a medição do volume consumido e o devido pagamento, acarretando no aumento do custo do serviço prestado aos demais usuários.

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