Municípios receberão 21 estações de bombeamento, como parte de um investimento de R$ 20 milhões da Corsan em 74 cidades gaúchas
Reduzir rompimentos de redes e fazer a água voltar mais rapidamente às torneiras depois de uma interrupção no abastecimento são os objetivos de um novo projeto da Corsan em Gramado e Bento Gonçalves. Os municípios receberão, respectivamente, 12 e nove estações de bombeamento conhecidas como boosters, que fazem parte de um investimento de R$ 20 milhões para implantação de 209 estruturas desse tipo em 74 municípios do Rio Grande do Sul nos próximos meses.
“Gramado tem uma característica de relevo que exige atenção redobrada com a pressão da rede, e é exatamente aí que esses equipamentos fazem diferença: reduzem vazamentos no dia a dia e agilizam a normalização do abastecimento sempre que há uma parada”, destaca a diretora-executiva da Corsan, Maraísa Mendonça Oliveira.
Em Bento Gonçalves, a topografia também exige controle de pressão em diferentes pontos da rede. “Bento Gonçalves tem uma topografia com forte variação de cota entre bairros, o que exige controle de pressão em múltiplos pontos da rede. Os boosters atuam justamente nessa regulagem, reduzindo o desgaste da tubulação por sobrepressão e agilizando a recomposição dos níveis de pressão após uma interrupção no sistema”, explica o gerente executivo de Engenharia da Corsan, Giulio Capestrani.
As estações de bombeamento garantem a chegada da água com força e regularidade a todos os usuários. Posicionadas em locais críticos da rede, onde o retorno do abastecimento costuma ser mais demorado quando ocorrem interrupções, esses “aceleradores” injetam pressão e energia no fluxo.
Em Gramado, um dos municípios do Estado com maior investimento nessa nova iniciativa, a expectativa é evitar ao menos 151 vazamentos por ano, economizando 72.275 m³ de água tratada. Este volume preservado equivale a cerca de 29 piscinas olímpicas. Serão beneficiados 1.087 imóveis atendidos por 35,7 quilômetros de rede.
Em Bento Gonçalves, a expectativa é evitar 76 vazamentos por ano, economizando 74.601 m³ de água tratada e beneficiando 3.509 economias ao longo de 32,3 quilômetros de rede.
“Investimentos como este reforçam o compromisso da Corsan em levar mais qualidade e estabilidade no abastecimento a Bento Gonçalves, com ações preventivas que reduzem o impacto de interrupções na rotina da população”, destaca Maraísa Mendonça Oliveira.

Monitoramento remoto
O projeto de R$ 20 milhões começou a ser estruturado logo depois que a Corsan passou a ser controlada pelo Grupo Aegea, em julho de 2023, a partir do histórico de ocorrências de vazamentos em cada região e de estudos hidráulicos e simulações digitais que indicaram onde cada equipamento deveria ser instalado. As redes contempladas passarão a ser monitoradas remotamente pelo Centro de Operações Integradas (COI), em Porto Alegre. Isso permitirá identificar variações de pressão e agir antes que um rompimento aconteça.
Em cidades com relevo acidentado ou forte variação de cota, como Gramado e Bento Gonçalves, o controle da pressão é especialmente importante para reduzir o desgaste das tubulações e acelerar a recuperação do abastecimento.
“Estamos atuando sobre uma das etapas mais sensíveis do abastecimento, que é a recuperação da rede depois de um rompimento. Em cidades com relevo mais acidentado, como Gramado, controlar a pressão em diferentes pontos faz uma diferença ainda maior na velocidade com que a água volta a chegar às regiões mais altas”, explica o gerente executivo de engenharia da Corsan, Giulio Capestrani.
Os boosters não são acionados apenas após manutenções para acelerar a recuperação do sistema. No dia a dia, eles trabalham continuamente para regularizar o abastecimento, garantindo que a água tenha força suficiente para vencer ladeiras e chegar a regiões altas e mais distantes, que, naturalmente, são afetadas pela falta de pressão. É graças a esses equipamentos que o serviço se mantém estável e a água não demora a retornar para as áreas mais críticas.