A Corsan reuniu, na noite dessa quinta-feira, 6, engenheiros, arquitetos e construtoras de Venâncio Aires para explicar os processos que envolvem as obras e as conexões corretas das redes de esgoto aos imóveis. Durante o encontro, realizado na AABB, o gerente institucional da Corsan na Região Central, André Finamor, ressaltou que este é um momento de transição pelo qual todos os municípios passarão.
“A Corsan executa no mínimo 10% de obras de esgotamento sanitário no ano para que, até 2033, 90% da população tenha acesso ao serviço, como determina o Marco Legal do Saneamento. Por conta disso, temos tantas obras, que acabam causando transtornos hoje, mas que trarão muitos benefícios depois de concluídas. Procuramos, diariamente, minimizar os transtornos ao máximo”, afirmou o gerente.
Os engenheiros da Companhia Marina Schneider, Jean da Silva Oliveira, Maikel Anderson Câmara Macedo e João Ricardo Espíndola explicaram onde estão as redes já em condições de levar o esgoto para a estação de tratamento e disponíveis para interligação aos imóveis.
“Hoje, temos 40% de esgoto sendo tratado no município. Mas é preciso estar atento ao fato de que a conexão dos imóveis à rede só pode ser feita após a Corsan emitir o comunicado aos clientes de que dentro de 30 dias poderá ser feita a ligação”, salientou a coordenadora de operações em Venâncio Aires, Marina Schneider.
Redes doméstica e pluvial
O líder de expansão das obras de esgoto no município, Jean Oliveira, enfatizou a importância da separação das redes cloacal (de esgoto doméstico) e pluvial (de drenagem de água das chuvas). “Se as duas estiverem conectadas, podem acontecer inúmeros problemas, como retorno de esgoto para dentro dos imóveis. Também é preciso observar que as caixas coletoras que existem atualmente nos imóveis precisam ser desativadas quando for feita a conexão à rede nova” , explicou Oliveira.
Ele também informou como devem ser realizadas as ligações aos ramais deixados pela Companhia a um nível de 70 a 80 centímetros abaixo da calçada.
Atualmente, a rede está sendo desenvolvida nos bairros Brígida, Cidade Alta e União. Uma elevatória no final da Rua Fernando Abott também está sendo concluída e poderá entrar em operação já em Depsetembro.
Os participantes do encontro também foram informados sobre as redes e conexões a serem feitas nos loteamentos novos. Segundo o engenheiro Maikel Macedo, será preciso construir emissários para enviar os resíduos para a estação de tratamento. “As fossas e filtros não existirão mais”, disse ele.
A vice-presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Venâncio Aires (Asseava), a arquiteta Tatiane Gullich, ressaltou a importância de os projetos executados pelos profissionais da categoria se adequarem às novas diretrizes.
“Agora todas as edificações e terrenos vão ter essa ligação da Corsan. Então, é preciso entender que teremos de adaptar os nossos projetos e a nossa forma de pensar para lidarmos com essas demandas e oferecer aos clientes soluções adequadas às novas normativas e as novas técnicas da Companhia”, afirmou.