Corsan promove educação ambiental inclusiva para estudantes surdos no Rio Grande do Sul

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Duas iniciativas em Gravataí e Osório aproximaram alunos do saneamento, com atividades práticas sobre reaproveitamento de resíduos, tratamento da água e preservação ambiental

Como explicar o tratamento da água ou o impacto do descarte de óleo de cozinha quando a comunicação precisa considerar diferentes necessidades? Para a educação ambiental ser acessível, não basta levar informação à escola ou abrir as portas de uma estação de tratamento. É preciso criar condições para que todos possam acompanhar, perguntar e participar.

Essa é a proposta de iniciativas da Corsan que aproximam estudantes surdos de temas como saneamento, preservação ambiental e reaproveitamento de resíduos. Em Gravataí, uma oficina ensinou como transformar óleo de cozinha usado em sabão ecológico. Em Osório, alunos conheceram as etapas do tratamento da água durante uma visita à Estação de Tratamento de Água (ETA). As experiências mostram caminhos para tornar o aprendizado mais inclusivo e podem inspirar outras instituições de ensino a participar das atividades da Companhia.

Em Gravataí, cerca de 20 estudantes, de 10 a 16 anos, da Escola Municipal Bilíngue para Surdos participaram de uma oficina do projeto De Olho no Óleo, conduzida pela equipe de responsabilidade social da Corsan. Com o apoio do professor intérprete Ângelo Rosa, os alunos conheceram os impactos do descarte inadequado do óleo de cozinha e acompanharam a produção de sabão ecológico a partir do resíduo.

A atividade também abriu espaço para a participação dos estudantes, que fizeram perguntas e sugeriram usos para o sabão em tarefas de limpeza doméstica e escolar. A proposta é relacionar o conteúdo ambiental a situações concretas do cotidiano, mostrando que pequenas mudanças de hábito podem contribuir para a preservação dos recursos naturais.

Em Osório, estudantes surdos da Escola Técnica Prudente de Moraes visitaram a ETA do município por meio do programa Portas Abertas. Com acompanhamento de intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras), conheceram as etapas do tratamento da água, da captação à distribuição, e receberam orientações sobre o uso consciente e a preservação dos recursos hídricos.

As duas experiências têm um ponto em comum: o contato direto com processos que fazem parte da vida das pessoas, com recursos que permitem aos estudantes acompanhar as explicações e interagir. Na oficina, o aprendizado passou pela prática e pelo reaproveitamento de materiais. Na estação, pela observação de como a água é tratada antes de chegar às residências.

Para a analista de responsabilidade social da Corsan, Karlla Jesuino, que conduziu a oficina em Gravataí ao lado de Carlos Eduardo Oliveira, atividades práticas ajudam a aproximar a educação ambiental da rotina dos alunos. “É importante que crianças e adolescentes compreendam o papel de cada cidadão na proteção do meio ambiente. Quando participam de atividades práticas, eles conseguem relacionar o que aprendem com situações do dia a dia e levar esse conhecimento para suas famílias”, destaca.

Já Cátia Ruppenthal, representante da equipe de responsabilidade social da Corsan, ressalta a importância da acessibilidade nas visitas educativas. “O Portas Abertas é uma oportunidade de aproximar os estudantes do saneamento e mostrar, de forma prática, como a água é tratada antes de chegar às casas. Garantir recursos de acessibilidade permite que mais pessoas compreendam esses processos e reconheçam sua importância”, afirma.

Como levar sua turma à Corsan

Professores, diretores e equipes pedagógicas interessados em proporcionar aos estudantes uma experiência educativa sobre saneamento podem entrar em contato com a equipe de Responsabilidade Social da Corsan regional para obter informações sobre o programa Portas Abertas e as possibilidades de visitação acessível.

A proposta é aproximar os conteúdos trabalhados em sala de aula da realidade dos serviços de saneamento, criando oportunidades de aprendizagem que considerem as necessidades de cada grupo.