Novo método permite que a base das valas se acomode antes da aplicação do revestimento definitivo
A Corsan começou a utilizar na Fronteira Oeste um novo método de recomposição de vias que permite que o material utilizado no preenchimento das valas se acomode antes da aplicação do pavimento definitivo. Com isso, a Companhia busca reduzir o risco de rebaixamentos do solo e a necessidade de refazer o serviço após a liberação das ruas para o trânsito.
A solução começou a ser aplicada em Quaraí no início de setembro, inicialmente nas ruas Coronel Pillar e Baltazar Brum. O método foi definido a partir de testes realizados pela Corsan em Alegrete, que avaliaram diferentes alternativas para a recomposição das vias. A técnica escolhida, chamada Tratamento Superficial Duplo (TSD), utiliza duas aplicações sucessivas de ligante asfáltico, com camadas de materiais pétreos, formando uma superfície estável para a circulação de veículos.
Com o novo processo, a via recebe um pavimento provisório em até três dias. O local é identificado por sinalização e permanece em acompanhamento até a aplicação do revestimento definitivo, em CBUQ (Concreto Betuminoso Usinado a Quente). O período de acompanhamento também permitirá à Companhia avaliar tecnicamente o tempo necessário entre as duas etapas.
Segundo a coordenadora de Operações da Corsan, Juliana Gasparotto, a solução atende a uma necessidade identificada em Quaraí, especialmente pela distância para o fornecimento do asfalto definitivo. “Em Quaraí, precisávamos de uma alternativa que permitisse recompor as vias com mais agilidade. Por isso, adotamos o pavimento provisório e estamos monitorando diariamente as áreas executadas, com registros e avaliações para verificar a qualidade do serviço”, explica.
A possibilidade de deixar a base se acomodar antes da aplicação do revestimento definitivo é um dos principais diferenciais do método. Quando o pavimento definitivo é colocado logo após o fechamento da vala, a passagem dos veículos pode provocar a acomodação do material abaixo do asfalto, causando rebaixamentos e a necessidade de novos reparos.
“O pavimento provisório dá mais tempo para o material da vala se acomodar. Quando formos executar o definitivo, teremos uma base mais estabilizada, o que contribui para a qualidade do resultado final”, explica Juliana.
A expectativa é que, a partir dos resultados obtidos em Quaraí, o método possa ser utilizado em outros municípios da região, contribuindo para a liberação mais rápida das vias e para uma recomposição definitiva com menor necessidade de retrabalho.